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sábado, 7 de maio de 2011

Call of Duty: Black Ops - Escalation

Call of Duty: Black Ops, a continuação de uma das maiores franquias atuais, chegou às prateleiras das lojas arrebentando, tendo vendido 7 milhões de cópias apenas em seu primeiro dia. Aproveitando o sucesso do título, a Treyarch trabalhou logo em um pacote de mapas chamado First Strike, vendido como DLC e que foi lançado no começo de 2011.

Nos últimos tempos, muito boatos têm circulado pela rede a respeito da possibilidade de um novo título de Modern Warfare — a divisão da franquia especializada em retratar combates contemporâneos —, contudo, o estúdio manteve a preocupação em dar suporte a Black Ops e anunciou um segundo pacote de expansão chamado Escalation.



Da mesma forma que o anterior, o pack conta com cinco novos mapas, sendo quatro para o modo multiplayer normal e um, chamado Call of The Dead, para o modo Zombie. Este último, no caso, foi o que criou o maior alarde entre os fãs da série quando foi anunciado. Afinal, foram confirmadas as presenças de diversos astros que criaram carreira no cinema em histórias que tinham alguma ligação com o sobrenatural, como Sarah Michelle Gellar e Robert Englund — intérpretes, respectivamente, da caça-vampiros Buffy e do habitante dos pesadelos Freddy Krueger.

Assim que os cerca de 800 MB de Escalation forem baixados, basta apenas iniciar Black Ops normalmente para acessar os novos mapas, sendo que talvez haja a necessidade de instalar uma pequena atualização assim que o game for iniciado.

No caso de Call of the Dead, basta escolher o mapa na modalidade Zombie para jogá-lo nos modos Solo ou Multiplayer, tanto local quanto online. Já para os quatro outros mapas (Hotel, Stockpile, Zoo e Convoy), é necessário selecionar a opção Find a Match dentro do modo Multiplayer. Uma vez que isso foi feito, logo abaixo de Core, Barebones, Hardcore e Prestige (caso esta opção esteja habilitada), estará a opção Escalation, que oferece aos gamers os modos Team Deathmatch, Domination, Search & Destroy e Moshpit para serem realizados nas novas localizações.

Aprovado

Qual quarto, senhor?

Quem entrar em uma partida no Hotel encontrará um edifício luxuoso inspirado nos resorts turísticos de Havana. Destacam-se nesse nível o grande nível de detalhes encontrado nos ambientes além de sua decoração luxuosa (que quase dá pena quando é atacada durante os tiroteios).

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Também estão à disposição dos jogadores elevadores que oferecem aos jogadores a possibilidade de alternar entre os andares da edificação, permitindo aos “hóspedes” que vasculhem seus diferentes quartos. Além disso, quem não quiser sair do hotel tem um amplo espaço coberto para percorrer em busca de seus inimigos sem se preocupar com os ataques de metralhadora e de napalm realizados pelas aeronaves do outro exército.

Além disso, existem possibilidades para diferentes tipos de jogadores nessa fase. Os que gostam de assumir o papel de franco-atirador irão subir até o topo do hotel ou então ficar à espreita nas janelas de um dos quartos. Entre os corredores, no entanto, existem muitos lugares em que é possível permanecer escondido durante o combate. Locais perfeitos para os que gostam de surpreender os jogadores incautos.

Uma estrada no meio do nada

Em Convoy, o cenário é baseado em uma estrada na qual caminhões que transportavam mísseis foram abandonados após um ataque. Há algumas construções ao redor, como um motel de beira de estrada e um posto de gasolina, além de uma passarela sobre a estrada que irá fazer a alegria dos snipers. É complicado, contudo, permanecer no local, pois é constante o movimento na região e aqueles que deixarem de prestar atenção ao seu redor irão sofrer as consequências.

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Deve ser destacado também que este é um dos cenários mais iluminados do game, além de ser também, ao lado de Hotel, o que mais utiliza variações de cores em seus ambientes. Tudo isso é feito de uma forma agradável que faz com quem passe pelo local imaginar como seria a vida no local antes dele se tornar alvo da guerra. Só é bom tomar cuidado para não se deslumbrar demais e tornar-se também um alvo para os projéteis dos outros.

Já pensou em entrar na jaula dos ursos?

Em Zoo, é possível entrar em diversas celas feitas para conter animais. A diferença é que seus antigos moradores já não estão mais lá, afinal este é um zoológico abandonado. Para reforçar a impressão de descaso, é possível citar até os tons utilizados na construção do cenário. São apenas cores abandonadas e detalhes como paredes cujas pinturas só têm se deteriorado com o tempo.

Além disso, o estágio oferece uma das maiores diversidades de ambientes, contando desde com antigas jaulas de animais, um aquário até os trilhos elevados — de uma espécie de trem desativado junto com o parque — que cortam todo o cenário. Estes trilhos são uma das melhores opções para os snipers de plantão, pois oferecem a visualização de grande parte do zoo. Contudo, uma vez que o gatilho é apertado, é bom dar um jeito de fugir rápido, pois a proteção oferecida pelos trilhos é mínima.

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Há também muitos corredores estreitos e edificações que trarão muita alegria para aqueles cujo estilo de jogo se resume a explorar o cenário e atirar em quem encontrar pela frente. Contudo, é bom prestar atenção em seu caminho, pois aqueles que decidirem realizar um sonho de infância e passear no zoológico podem levar a bala fatal sem nem saber de onde ela veio.

Fechem os portões

Quem é fascinado pela grande Mãe Rússia irá adorar Stockpile, um mapa ambientado em uma pequena vila soviética. Embora exista uma grande área externa, a ação aqui parece direcionar o combate para dentro de seus edifícios, principalmente o central, no qual se encontra o grande estoque de armamentos que dá o nome ao mapa.

Há aqui portões que podem ser abertos ou fechados pelo lado de dentro. Embora pareça ser um recurso simples, é possível criar estratégias buscando a dominação do edifício central para que se consiga o controle das entradas, possibilitando desse modo escolher onde é que a troca de tiros irá ocorrer. Há também bons pontos para franco-atiradores, inclusive alguns que abrangem a entrada de alguns portões e que podem acabar com a diversão daqueles que querem controlá-los.

Uma produção de George Romero



O que era mais esperado pelos jogadores, mesmo aqueles que não se aventuram muito na matança de mortos-vivos, é sem dúvida o mapa Call of the Dead. Quem decidir enfrentá-lo irá presenciar uma pequena cena de introdução na qual George Romero dirige os atores Robert Englund, Danny “Machete” Trejo, Sarah Michelle Gellar e Michael Rooker (famoso por atuar como o Merle Dixie, na série televisiva The Walking Dead) em mais uma de suas produções. Quando um zumbi — com o qual Romero grita para ir embora por não parecer real— interrompe as gravações e ataca a equipe de produção, a ação começa.

A principal diferença que contrasta com as outras fases do mesmo modo é a presença de um morto-vivo ilustre. O diretor George Romero é puxado para as águas do gélido cenário e é transformado em um zumbi com poderes descomunais que irá incomodar os jogadores que decidirem assumir a pele dos astros do horror nessa aventura surreal.

O esquema lembra muito o de Left 4 Dead ao fazer com que os jogadores se unam para sobreviver às hordas de criaturas do além que os atacam. É claro que não nenhuma proibição do game caso alguém decida assumir o papel de lobo solitário para tentar matar de novo todos aqueles que aparecerem pelo caminho, contudo isso é extremamente desaconselhável por conta da presença intimidante do diretor e dos corredores apertados que compõem o mapa.

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Além disso, há alguns detalhes interessantes, como a adição de uma nova Wonder Gun, a V-R11, que traz os zumbis de volta à vida. Assustados, os recém-humanos fogem e atraem outros mortos-vivos ao seu redor. Embora a nova arma seja o oposto do letal, ela é muito útil para ganhar tempo de escapar de grandes quantidades de criaturas ou então para poder reviver os aliados que caíram durante a batalha.

O trabalho de dublagem dos atores é bem interessante também, sendo que durante toda a ação é possível ouvir frases que fazem jus à fama de cada um. Além disso, a versão zumbificada de George Romero, embora consiga agir bastante rápido e atacar furiosamente, pode acabar caindo com a combinação de ataques do grupo. Uma vitória difícil que dá muito orgulho àqueles que a conseguirem (além de uma conquista do tipo que é feita para ser mostrada aos amigos).

Reprovado

A Buffy está desmontando

Embora as feições dos atores em Call of the Dead estejam bem feitas, sendo que eles conseguem ser facilmente reconhecidos, a modelagem dos personagens é muito estranha. Dessa forma, enquanto você acompanha o seu grupo durante a matança, é possível reparar em como seus companheiros andam de uma maneira estranha, mais ou menos como se seus membros não estivessem bem grudados ao restante do corpo. Algo que não acontece nos multiplayers e na campanha, assim como também não ocorre em Five (um dos mapas do modo Zombie presentes da versão original do game que também é estrelado por famosos, como John Kennedy e Fidel Castro).

Exército de um homem só...

Embora os mapas tenham sido bem desenhados, quando não há muitos jogadores pode ocorrer uma tendência de desertificação de seus ambientes. Considerando um máximo de 18 jogadores podem jogar simultaneamente e que muitas vezes os jogos iniciam-se com pouco mais que a metade desse máximo, isso pode acontecer com uma frequência indesejável.

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O que o Machete disse mesmo?

Outro problema, embora menor e facilmente corrigido com uma atualização, é a falta de legendas (até mesmo para o inglês) dentro do conteúdo original. Enquanto nos mapas do multiplayer isso não faz diferença, existem algumas cenas recheadas de diálogos em Call of the Dead em que a ausência de sua transcrição pode atrapalhar quem não possui um bom domínio do idioma.

Faz um desconto?


Um dos maiores problemas que tornam a relação de custo-benefício da adição não muito atraente é o seu custo. O pacote foi lançado por 1200 Microsoft Points, que podem ser comprados por US$ 15 (cerca de R$ 25, na cotação vigente) no caso dos donos de contas americanas da LIVE. Para aqueles que possuem contas da LIVE do Brasil, um pacote de 1000 pontos custa R$ 25. Desse modo, os brasileiros que quiserem adquirir Escalation irão gastar R$ 30, o que parece ser um pouco demais para apenas cinco mapas.

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Vale a pena?

É interessante notar que a Treyarch mantém o suporte ao último game da série Call of Duty lançado mesmo meses após o seu lançamento e com rumores a respeito de um novo game da franquia circulando. Os mapas adicionados ao multiplayer comum são interessantes e oferecem bons recursos aos jogadores, contudo, também não são o ápice da inovação.

Call of the Dead, por sua vez, é uma adição interessante e que possui muitas participações especiais. Porém, além de uma nova arma e da presença de Romero, não há nada de novo — como os ataques com facas de Trejo e os golpes de artes marciais da atriz de Buffy, demonstrados no trailer de divulgação e que permaneceram por lá — que consiga convencer quem não gostava do modo a finalmente se aventurar no ataque dos mortos-vivos.

Na hora de balancear tudo, o que irá contar é quanto cada um gosta do jogo. Para aqueles que não se cansaram de guerrear pela internet com Black Ops, Escalation pode ser uma adição interessante que dará uma renovada ao game. Aqueles que não se cansaram de atirar em zumbis irão gostar de Call of the Dead.
Contudo, Escalation não serve para reanimar aqueles que por algum motivo ou outros já abandonaram Black Ops, assim como não fará aqueles que jogam o game apenas ocasionalmente passem a obra da Treyarch para o grupo de seus favoritos. Se esse for o seu caso, é melhor investir o dinheiro em outro jogo. Caso contrário, talvez Escalation seja aquilo que você estava esperando.

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